Organização da Olimpíada censura o “Fora Temer” durante as competições

Os protestos contra o Governo interino de Michel Temer saíram das ruas e tomaram as arquibancadas no primeiro dia de competições da Olimpíada do Rio. No entanto, em ao menos duas ocasiões as forças de segurança impediram que torcedores se manifestassem durante as competições olímpicas, ainda que o direito a livre manifestação esteja garantido na Constituição. Assim, um homem acompanhado de seus filhos foi impedido de mostrar um cartaz e, momentos depois, foi retirado do local por supostamente ter gritado “Fora Temer”. No estádio do Mineirão, durante a partida de futebol feminino entre EUA e França, um grupo de 12 torcedores também foi retirado por ter feito um protesto contra o mandatário interino.

Os dois casos ganharam visibilidade nas redes sociais graças a vídeos que foram gravados quando os agentes agiam. O Comitê Rio 2016 e o Comitê Olímpico Internacional (COI) se baseiam em na lei 13.284, sancionada pela presidenta afastada Dilma Rousseff em 10 maio para a realização dos Jogos, que proíbe bandeiras “que não sejam para fins festivos ou amigáveis”, além de manifestações de caráter “ofensivo, xenófobo, racista ou que estimulem outras formas de discriminação”. A legislação não faz referência a protestos políticos.

Ainda assim, o Comitê Rio 2016 se baseia nesta lei para proibir “qualquer tipo de manifestação política ou religiosa, não apenas as contrárias ao Governo Temer”, segundo confirmou sua assessoria de comunicação ao EL PAÍS. “Respeitamos a democracia, mas acreditamos que dentro da instalação não é o momento”. Entretanto, além de que os protestos políticos não se enquadram em questões racistas, xenófobas ou “não amigáveis”, o mesmo documento faz uma ressalva em um parágrafo (que tem prevalência sobre os incisos anteriores) e garante “o direito constitucional ao livre exercício de manifestação e à plena liberdade de expressão em defesa da dignidade da pessoa humana”.

Esta ressalva não é levada em conta pela organização dos Jogos em casos de protestos políticos porque eles “podem gerar violência e ferir o direito dos demais”, segundo o Comitê. Dessa forma, um torcedor (que não quis que seu nome fosse divulgado) acompanhado de sua família no sambódromo, para assistir a prova de tiro ao arco, foi impedido de levantar um cartaz contra o Governo Temer. “Veio um agente da Força Nacional e pediu, numa boa, que ele parasse de levantá-lo”, contou sua esposa ao EL PAÍS.  Momentos depois, segundo contou, alguém perto deles gritou “Fora Temer” e quatro agentes se dirigiram até ele. Tentou explicar, em vão, que não havia sido o autor do grito.

“O próprio rapaz que gritou admitiu que havia sido ele. Outras pessoas disseram o mesmo, mas não adiantou, então deu no que deu. Começamos a discutir”, explicou a esposa do torcedor. “Um agente chegou a dar voz de prisão, mas questionamos qual era a alegação. Dois deles tentaram levar meu marido a força, pegando pelos braços e pelas pernas. Então ele decidiu acompanhar os agentes numa boa. Queriam me levar como testemunha, mas estavam meus filhos e disse que não ia. No final, só meu marido foi”. Os policiais tentaram expulsar o torcedor do recinto, mas foram impedidos por um gerente do Comitê Olímpico. Ele pôde então voltar ao seu lugar e assistir a Coreia ganhar a medalha de ouro.

Um grupo de 12 torcedores que estava no estádio Mineirão, para ver a partida de futebol feminino entre EUA e França, tampouco pôde permanecer em seus lugares. Nove deles vestiam camisas com letras estampadas. Posicionadas na ordem corretas, formavam a frase “Fora Temer”. Além disso, também levavam cartazes no qual se lia “back democracy”. O EL PAÍS não conseguiu contatá-los. Ao portal UOL, Eduardo Ferreira, que estava no grupo, explicou: “Os seguranças vieram e falaram que não poderíamos ficar. E não queríamos brigar, estávamos acompanhados de muitas senhoras e até de uma criança de oito anos. Entregamos os cartazes primeiro, e depois a polícia veio nos retirar. Embaralhamos as letras, para continuar dentro do Mineirão, mas não aceitaram. Nos retiraram mesmo assim”, explicou este economista. “Vieram dois agentes conversar, mas o túnel estava cheio de polícia. Até tentaram nos qualificar, mas não teve como. Tirei a camisa com a letra e coloquei a do Galo, então não tinham a motivo para me qualificar. Então fomos embora”, completou.

Uma lei para os jogos

A legislação específica para a realização dos Jogos, sancionada por Rousseff, proíbe, em seu capítulo 4, a utilização de bandeiras “para outros fins que não o da manifestação festiva e amigável”. Impede também “cartazes, bandeiras, símbolos ou outros sinais com mensagens ofensivas, de caráter racista ou xenófobo ou que estimulem outras formas de discriminação”, além de “xingamentos ou cânticos discriminatórios, racistas ou xenófobos”.

Em 2012, uma lei similar foi sancionada para a realização da Copa do Mundo de 2014. A legislação também foi questionada, mas nessa época pelo PSDB. O Supremo Tribunal Federal julgou, não sem divergências, que a lei era constitucional.

Ao portal Consultor Jurídico, o jurista Lenio Luiz Streck argumenta que há uma interpretação “forçada e em fatia” da lei por parte da organização da Rio 2016. Para ele, as autoridades estão se baseando no inciso que veta manifestações que não sejam “festivas ou amigáveis”. “Ele deve ser lido no contexto no qual estão todos os outros incisos, que vetam a manifestação com bandeira de mensagens racistas ou xenófobas, e não a manifestação política”.

Mas afinal: como posso me manifestar #FORATEMER nessas Olimpíadas?

O QUE DIZ A CONSTITUIÇÃO (aquela, de 88):

Art. 5º, IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
Art. 5º, XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;
Art. 5º, IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição […]
§ 1º Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, […]
§ 2º É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística
Constituição Federal de 1988.

Ou seja, você pode se manifestar SOZINH@, EM GRUPO, NO ESTÁDIO, NA RUA OU EM QUALQUER OUTRO LUGAR!

Ué, mas a Lei das Olimpíadas não me impede de usar cartazes, bandeiras, camisetas com dizeres políticos?

A Lei Geral das Olimpíadas (Lei Federal n. 13.284/2016) acolhe todos os direitos de liberdade de expressão resguardados pela Constituição Federal, já que os direitos constitucionais se sobrepõem a qualquer previsão legal. Veja abaixo o que disciplina a Lei das Olimpíadas sobre o que pode e o que não pode ser feito nos locais oficiais das Olimpíadas:

O que diz a lei:

Lei 13.284/2016:

Art. 28.  São condições para acesso e permanência nos locais oficiais, entre outras:
I – portar ingresso ou documento de credenciamento na forma do art. 10;
II – não portar objeto que possibilite a prática de ato de violência;
III – consentir a revista pessoal de prevenção e segurança;
IV – não portar ou ostentar cartazes, bandeiras, símbolos ou outros sinais com mensagens ofensivas, de caráter racista ou xenófobo ou que estimulem outras formas de discriminação;
V – não entoar xingamentos ou cânticos discriminatórios, racistas ou xenófobos;
VI – não arremessar objetos, de qualquer natureza, no interior do recinto esportivo;
VII – não portar ou utilizar fogos de artifício ou quaisquer outros engenhos pirotécnicos ou produtores de efeitos análogos, inclusive instrumentos dotados de raios laser ou semelhantes ou que os possam emitir, à exceção de equipe autorizada pelas entidades organizadoras ou pessoa por elas indicada, para fins artísticos;
VIII – não incitar e não praticar ato de violência, qualquer que seja sua natureza;
IX – não invadir e não incitar a invasão, de qualquer forma, das áreas restritas a competidores, representantes de imprensa, autoridades e equipes técnicas;
X – não utilizar bandeiras para outros fins que não o da manifestação festiva e amigável.
§ 1º  É ressalvado o direito constitucional ao livre exercício de manifestação e à plena liberdade de expressão em defesa da dignidade da pessoa humana.

AFINAL, COMO POSSO ME MANIFESTAR?

  • CARTAZ FORA TEMER, PODE!
  • CAMISETA FORA TEMER, PODE!
  • GRITAR FORA TEMER, PODE!
  • GRITAR VIVA A DEMOCRACIA, PODE!

Caso você presencie ou seja vítima de alguma prisão arbitrária por manifestação contra o presidente interino nas Olimpíadas, envie sua denúncia ao Grupo de Trabalho sobre Detenções Arbitrárias da ONU. Eles têm um formulário padrão e as formas de contato estão disponibilizadas nesta página:

http://www.ohchr.org/EN/Issues/Detention/Pages/Contact.aspx

Em manifesto, 1,5 mil juízes rejeitam desmonte trabalhista de Temer

defesa dos direitos

Em uma semana, mais de 1,5 mil juízes do Trabalho associados à Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) assinaram o Documento em defesa do Direito do Trabalho e da Justiça do Trabalho no Brasil. Trata-se de um manifesto dos ministros do Tribunal Superior do Trabalho contra os ataques do governo interino de Michel Temer contra os direitos trabalhistas.

Dos 27 ministros do TST, 20 assinaram o documento, que afirma a necessidade de esclarecer para a população que a desconstrução do Direito do Trabalho, por meio da reforma previdenciária e trabalhista proposta por Temer, terá trágicas consequências econômicas e sociais.

O manifesto continua aberto para novas adesões de juízes de todos os ramos do Poder Judiciário, membros de outras carreiras, instituições, acadêmicos, entidades da sociedade civil e outros interessados. Para manifestar o apoio basta encaminhar e-mail para presidencia@anamatra.org.br, informando nome, cargo e instituição.

O documento completo pode ser lido aqui.

Fonte: Conjur

Fórum de Ciência e Tecnologia encaminha manifesto ao ministro golpista Gilberto Kassab ​

O Fórum Nacional das Entidades Sindicais da Carreira de Ciência e Tecnologia encaminhou ao ministro golpista Gilberto Kassab um manifesto contrário a fusão do Ministério da Ciência,Tecnologia e Inovação com o Ministério das Comunicações, na última semana.

No documento, o Fórum manifesta preocupação com o enfraquecimento da área. “O MCTI tenderia a ser reduzido a duas secretarias, a de Inovação e a de Políticas de Desenvolvimento e Pesquisa. A se concretizar a mudança, isto seria inaceitável e pernicioso levado a termo sem a participação das Unidades de Pesquisa e da comunidade dos servidores de carreiras”. 

As entidades que compõem o Fórum explicam que as atividades dos dois ministérios não são compatíveis. “A transversalidade das carreiras de Ciência e Tecnologia nunca incluiu sua inserção no Ministério das Comunicações, suas vocações e formas de atuação não apresentam qualquer compatibilidade”.

Diante do enfraquecimento institucional do governo golpista, o Fórum reafirmou ainda a pauta prioritária do setor.

Confira no link (abaixo) o documento na íntegra.

Forum de CeT, corresp para o Min Kassab

 

 

Mulheres protestam contra o machistério de Temer

Screen Shot 2016-05-16 at 15.05.49Nesta segunda-feira, em Portugal, Myriam Suazo, presidente do Foro Euro latino-americano de Mulheres, leu comunicado de protesto ao governo de Michel Temer pela ausência de mulheres e desrespeito à diversidade. O comunicado será encaminhado pelo Fórum Euro-Latino-Americano da Mulher. Leia, abaixo, a íntegra:

COMUNICADO DE PROTESTO

Nas últimas décadas, sobretudo após o fim do regime militar de exceção, o Brasil , na busca de uma maior representatividade de nossa rica diversidade, tem se dedicado à luta democrática e de inclusão social. Vivemos portanto uma onda  de conquistas que, apesar de ainda insuficiente, tem sido fundamental para o desenvolvimento da democracia com justiça social.

Das mudanças políticas no Brasil, que afastaram do cargo a primeira mulher eleita presidenta da República, emergiu um governo interino composto exclusivamente por homens brancos, sem respeito as diversidades do povo brasileiro.

Em pleno 2016 é inconcebível um governo sem representação feminina e de minorias. As conquistas e direitos das mulheres estão relacionadas diretamente aos espaços políticos de sua participação e representação.

A representatividade não é meramente simbólica. Tem consequências diretas na vida política e social dos países. O governo interino do vice presidente Michel Temer além de retroceder, desencoraja mulheres e minorias a buscar espaços na política do Brasil.

Defendemos que as políticas públicas não sejam interrompidas e protestamos contra o enfraquecimento institucional da agenda das mulheres, com redução de ministérios e a não participação das mulheres no primeiro escalão do governo.

Por: Brasil 247

Segue a Carta do jornalista Luís Nassif aos Ministros do Supremo Tribunal Federal

CARTA AOS MINISTROS DO SUPREMO

Como é que faz, Teori, Carmen Lúcia, Rosa Weber, Celso de Mello, Luís Barroso, Luiz Fachin? Como é que faz? Não mencionei Lewandowski e Marco Aurélio por desnecessidade; nem Gilmar, Toffoli e Fux  por descrença.

Antes, vocês estavam sendo levados por uma onda única de ódio preconceituoso, virulento,  uma aparente unanimidade no obscurantismo, que os fez deixar de lado princípios, valores e se escudar ou no endosso ou na procrastinação, iludindo-se – mais do que aos outros – que definindo o rito do impeachment, poderiam lavar as mãos para o golpe.

Seus nomes, reputações, são ativos públicos. Deveriam  ser utilizados em defesa do país e da democracia; mas, em muitos casos, foram recolhidos a fim de não os expor à vilania.

Afinal, se tornaram Ministros da mais alta corte para quê?

Os senhores  estarão desertando da linha de frente da grande luta civilizatória e deixando a nação exposta a esse exército de zumbis, querendo puxar de novo o país para as profundezas.

Não dá mais para disfarçar que não existe essa luta. Permitir o golpe será entregar à selvageria décadas de construção democrática, de avanços morais, de direitos das minorias, de construção de uma pátria mais justa e solidária.

A imprensa mundial já constatou que é golpe. A opinião interna está dividida entre os que fingem que não sabem que é golpe, e defendem o impeachment; e os que sabem que é golpe e reagem.

Desde os episódios dantescos de domingo passado, acelerou-se uma mudança inédita na opinião pública. Reparem nisso. Todo o trabalho sistemático de destruição da imagem de Dilma Rousseff de repente começou a se dissolver no ar.

Uma presidente fechada, falsamente fria, infensa a gestos de populismo ou de demagogia, distante até, de repente passou a ser cercada por demonstrações emocionadas  de carinho, como se senhoras, jovens, populares, impotentes ante o avanço dos poderosos, a quisessem proteger com mantos de afeto. Abraçaram Dilma como quem simbolicamente abraça a democracia. E os senhores, que deveriam ser os verdadeiros guardiões da democracia, escondem-se?

Antes que seja tarde, entendam a verdadeira voz das ruas, não a do ódio alimentado diuturnamente por uma imprensa que virou o fio, mas os apelos para a concórdia, para a paz, para o primado das leis. E, na base de tudo, a defesa da democracia.

A vez dos jovens

Aproveitei os feriados para vir para minha Poços de Caldas. Minha caçula de 16 anos não veio. O motivo: ir à Paulista hipotecar apoio à presidente. A manifestação surgiu espontaneamente pelas redes sociais, a rapaziada conversando entre si, acertando as pontas, sem a intermediação de partidos ou movimentos. Mas unida pelos valores da generosidade, da solidariedade, pelas bandeiras das minorias e pelo verdadeiro sentimento de Brasil.

São esses jovens que irão levar pelas próximas décadas as lições deste momento e – tenham certeza – a reputação de cada um dos senhores através dos tempos. Não terá o sentido transitório das transmissões de TV, com seus motes bajulatórios e seu padrão BBB.  Na memória desses rapazes e moças está sendo registrada a história viva, tal e qual será contada daqui a dez, vinte, trinta anos, pois deles nascerá a nova elite política e intelectual do país, da mesma maneira que nasceu a geração das diretas.

Devido à censura, foram necessárias muitas décadas para que a mancha da infâmia se abatesse sobre os que recuaram no AI5, os Ministros que tergiversaram, os acadêmicos que delataram, os jornalistas que celebraram a ditadura. Hoje em dia, esse julgamento se faz em tempo real.

Nas últimas semanas está florescendo uma mobilização inédita, que não se via desde a campanha das diretas.

De um lado, o país moderno, institucional; do outro, o exército de zumbis que emergiu dos grotões. De um lado, poetas, cantores, intelectuais e jovens, jovens, jovens, resgatando a dignidade nacional e a proposta de pacificação. Do outro, o ódio rocambolesco aliado ao golpismo.

Não permitam que o golpe seja consumado. Não humilhem o país perante a opinião pública mundial. Principalmente, deixem na memória dessa rapaziada exemplos de dignidade. Não será por pedagogia, não: eles conhecem muito melhor o significado da palavra dignidade. Mas para não criar mais dificuldades para a retomada da grande caminhada civilizatória, quando a rapaziada receber o bastão de nossa geração.

Por: Jornal GGN 

 

Carta aos Ministros do Supremo, por Luís Nassif

Como é que faz, Teori, Carmen Lúcia, Rosa Weber, Celso de Mello, Luís Barroso, Luiz Fachin? Como é que faz? Não mencionei Lewandowski e Marco Aurélio por desnecessidade; nem Gilmar, Toffoli e Fux  por descrença.
Antes, vocês estavam sendo levados por uma onda única de ódio preconceituoso, virulento,  uma aparente unanimidade no obscurantismo, que os fez deixar de lado princípios, valores e se escudar ou no endosso ou na procrastinação, iludindo-se – mais do que aos outros – que definindo o rito do impeachment, poderiam lavar as mãos para o golpe.
Seus nomes, reputações, são ativos públicos. Deveriam  ser utilizados em defesa do país e da democracia; mas, em muitos casos, foram recolhidos a fim de não os expor à vilania.
Afinal, se tornaram Ministros da mais alta corte para quê?
Os senhores  estarão desertando da linha de frente da grande luta civilizatória e deixando a nação exposta a esse exército de zumbis, querendo puxar de novo o país para as profundezas.
Não dá mais para disfarçar que não existe essa luta. Permitir o golpe será entregar à selvageria décadas de construção democrática, de avanços morais, de direitos das minorias, de construção de uma pátria mais justa e solidária.
A imprensa mundial já constatou que é golpe. A opinião interna está dividida entre os que sabem que é golpe, e defendem o impeachment; e os que sabem que é golpe e reagem.
Desde os episódios dantescos de domingo passado, acelerou-se uma mudança inédita na opinião pública. Reparem nisso. Todo o trabalho sistemático de destruição da imagem de Dilma Rousseff de repente começou a se dissolver no ar.
Uma presidente fechada, falsamente fria, infensa a gestos de populismo ou de demagogia, distante até, de repente passou a ser cercada por demonstrações emocionadas  de carinho, como se senhoras, jovens, populares, impotentes ante o avanço dos poderosos, a quisessem proteger com mantos de afeto. Abraçaram Dilma como quem simbolicamente abraça a democracia. E os senhores, que deveriam ser os verdadeiros guardiões da democracia, escondem-se?
Antes que seja tarde, entendam a verdadeira voz das ruas, não a do ódio alimentado diuturnamente por uma imprensa que virou o fio, mas os apelos para a concórdia, para a paz, para o primado das leis. E, na base de tudo, a defesa da democracia.
A vez dos jovens
Aproveitei os feriados para vir para minha Poços de Caldas. Minha caçula de 16 anos não veio. O motivo: ir à Paulista hipotecar apoio à presidente. A manifestação surgiu espontaneamente pelas redes sociais, a rapaziada conversando entre si, acertando as pontas, sem a intermediação de partidos ou movimentos. Mas unida pelos valores da generosidade, da solidariedade, pelas bandeiras das minorias e pelo verdadeiro sentimento de Brasil.
São esses jovens que irão levar pelas próximas décadas as lições deste momento e – tenham certeza – a reputação de cada um dos senhores através dos tempos. Não terá o sentido transitório das transmissões de TV, com seus motes bajulatórios e seu padrão BBB.  Na memória desses rapazes e moças está sendo registrada a história viva, tal e qual será contada daqui a dez, vinte, trinta anos, pois deles nascerá a nova elite política e intelectual do país, da mesma maneira que nasceu a geração das diretas.
Devido à censura, foram necessárias muitas décadas para que a mancha da infâmia se abatesse sobre os que recuaram no AI5, os Ministros que tergiversaram, os acadêmicos que delataram, os jornalistas que celebraram a ditadura. Hoje em dia, esse julgamento se faz em tempo real.
Nas últimas semanas está florescendo uma mobilização inédita, que não se via desde a campanha das diretas.
De um lado, o país moderno, institucional; do outro, o exército de zumbis que emergiu dos grotões. De um lado, poetas, cantores, intelectuais e jovens, jovens, jovens, resgatando a dignidade nacional e a proposta de pacificação. Do outro, o ódio rocambolesco aliado ao golpismo.
Não permitam que o golpe seja consumado. Não humilhem o país perante a opinião pública mundial. Principalmente, deixem na memória dessa rapaziada exemplos de dignidade. Não será por pedagogia, não: eles conhecem muito melhor o significado da palavra dignidade. Mas para não criar mais dificuldades para a retomada da grande caminhada civilizatória, quando a rapaziada receber o bastão de nossa geração.

Economistas mandam ao STF manifesto contra o golpe

25560582414_51582aff85_zUm grupo de economistas brasileiros críticos da ortodoxia econômica e das teses neoliberais, dentre os quais  Luiz Belluzzo, Leda Paulani e  Laura Carvalho,  julgaram que seria imprescindível que esses profissionais críticos declarassem posição mais firmemente demarcada. O grupo resolveu, portanto, escrever uma carta curta, menos de uma página, ao presidente do STF solicitando que ele utilizasse todos os meios à sua disposição para tentar sustar o golpe em curso e que esta fosse acompanhada de um manifesto de economistas. O pequeno grupo que idealizou o manifesto cresceu, ao ponto do documento ser assinado por 355 economistas.

Um trecho do texto da cara:”Ardilosamente orquestrado pelas forças mais conservadoras e antidemocráticas do país, com auxílio inestimável da grande mídia e infelizmente também com a utilização de corpos de servidores do Estado que passaram a atuar de forma claramente político-partidária, o golpe, objetivado numa declaração de impeachment, a nosso ver insustentável do ponto de vista jurídico, por não haver crime de responsabilidade, manchará indelevelmente nossa jovem democracia, a tão duras penas reconquistada, depois de mais de duas décadas de ditadura.”

Além disso, a carta traz também as críticas desse grupo de profissionais às teses que começaram a circular com insistência no meio dos economistas quanto à suposta inexorabilidade do impeachment para recuperar a economia brasileira, e quanto a uma alegada incompatibilidade entre os direitos consignados na Constituição de 1988 e os recursos da economia brasileira.

A economista Leda Paulani ficou encarregada de redigir a carta, que foi aprovada por todos, tendo liderado depois a coleta de assinaturas. Ontem, 14 de abril, com as 355 assinaturas, a carta foi protocolada no Serviço Administrativo do STF, com cópias para os 10 demais ministros.

Apesar da insistência com que foi tentada um audiência com o ministro Lewandowski para uma entrega presencial da carta ainda nesta semana, isso não foi possível, de modo que se optou pelo registro protocolar da entrega no sentido de torná-la oficial. Ao mesmo tempo foi realizado também o envio eletrônico da carta para o ministro chefe do STF e para todos os demais ministros.

Vejam a íntegra da carta e a realção dos 355 signatários, iniciada por  Maria da Conceição Tavares, Luiz Carlos Bresser Pereira, Luiz Gonzaga Belluzo, Samuel Pinheiro Guimarães, Paul Israel Singer,  Márcio Pochmann,   Tania Bacellar de Araújo, João Pedro Stédil e Theotônio dos Santos.

MANIFESTO

Ao

Exmo. Sr.

Dr. Ricardo Lewandowski

DD Presidente do Supremo Tribunal Federal

 

Sr. Presidente

Os economistas abaixo assinados vimos por meio desta respeitosamente rogar a Vossa Excelência todo o empenho possível no sentido de sustar o golpe em curso no Brasil contra o Estado Democrático de Direito e suas instituições.

Ardilosamente orquestrado pelas forças mais conservadoras e antidemocráticas do país, com auxílio inestimável da grande mídia e infelizmente também com a utilização de corpos de servidores do Estado que passaram a atuar de forma claramente político-partidária, o golpe, objetivado numa declaração de impeachment, a nosso ver insustentável do ponto de vista jurídico, por não haver crime de responsabilidade, manchará indelevelmente nossa jovem democracia, a tão duras penas reconquistada, depois de mais de duas décadas de ditadura.

Consumada a funesta manobra, serão inevitáveis o retrocesso político e o aniquilamento das parcas melhorias sociais até agora conquistadas. Enquanto economistas, vemos com enorme preocupação as reiteradas afirmações, por parte das mesmas forças que se empenham no golpe, de que a Constituição de 1988 não cabe em nossa economia e de que o impeachment tornou-se uma necessidade para tirar a economia brasileira da profunda crise em que se encontra.

As duas afirmações são absolutamente falaciosas: a primeira porque a consideração sobre o que cabe ou não cabe não é estritamente técnica, já que envolve escolhas, tendo por isso inescapável caráter político; e a segunda porque ceder ao arbítrio e desprezar os preceitos constitucionais abrirá um cenário de absoluta incerteza institucional, política e social, tendo como resultado o aprofundamento da crise econômica, em vez de sua resolução.

Reiteramos, por isso, nosso pleito no sentido de se impedir o movimento golpista, para cujo resultado a atuação firme do Supremo Tribunal Federal é sem dúvida alguma decisiva. Dado o apreço até agora demonstrado por Vossa Excelência na preservação das instituições democráticas e da Constituição de nosso país, temos certeza que não nos decepcionaremos.

(cópia desta carta está endereçada a cada um dos Srs. Ministros do STF)

 

Assinaturas

  1. Maria da Conceição Tavares– Professora emérita da UFRJ
  2. Luiz Carlos Bresser Pereira– Professor da FGV-SP e ex-ministro da Fazenda, da Ciência e Tecnologia e da Administração e Reforma do Estado
  3. Luiz Gonzaga Belluzzo– Professor do IE-Unicamp e da FACAMP e editor da revistaCarta Capital
  4. Samuel Pinheiro Guimarães– embaixador – Instituto Rio Branco – Ministério das Relações Exteriores
  5. Paul Israel Singer – Professor da FEA-USP e Secretário Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego
  6. Márcio Pochmann– Professor do IE-Unicamp, presidente da Fundação Perseu Abramo e ex-presidente do IPEA
  7. Tania Bacellar de Araújo– Professora da UFPE e pesquisadora da CEPLAN, ex-diretora de Projetos do BID e consultora do PNUD
  8. João Pedro Stédile– Coordenador nacional do MST
  9. Theotônio dos Santos– Professor da UFF e presidente da cátedra UNESCO sobre Economia Global e Desenvolvimento Sustentável
  10. Júlio Flávio Gameiro Miragaya– presidente do Conselho Federal de Economia
  11. Niemeyer de Almeida Filho– Professor da UFF e presidente da Sociedade Brasileira de Economia Política (SEP)
  12. Rosa Maria Marques– Professora da PUC-SP e presidente da Associação Brasileira de Economia da Saúde (ABRES)
  13. José Antonio Luterbath Soares– presidente do Corecon-RJ
  14. Adalmir Antonio Marchetti – PUC/RS
  15. Adauto Roberto Ribeiro – PUC-Campinas
  16. Adriana Marques da Cunha – FACAMP
  17. Adriana Nunes Ferreira – IE-Unicamp
  18. Adriana Vassalo Martins – UFRRJ
  19. Adriano H. R. Biava – FEA-USP
  20. Adriano Lopes Almeida Teixeira – UFES
  21. Aécio Alves de Oliveira – UFC
  22. Alcides Goularti Filho – UNESC
  23. Alessandro Donadio Miebach – FEE/RS e PUC/RS
  24. Alex Leonardi – FURG
  25. Alfredo Saad Filho – SOAS – University of London, UK
  26. Amilton Moretto – IE-Unicamp
  27. Ana Cleusa Serra Mesquita – IPEA
  28. Ana Maria de Paiva Franco – UFU
  29. Ana Lucia Gonçalves da Silva – IE-Unicamp
  30. Ana Luiza Matos de Oliveira – consultora e doutoranda IE-Unicamp
  31. Ana Luiza Viana – FMUSP
  32. Ana Maria Fontenelle – UFC
  33. Ana Rosa Ribeiro de Mendonça – IE-Unicamp
  34. Ana Urraca Ruiz – UFF
  35. André Bojikian Calixtre – IPEA
  36. André Daud – economista do BNDES
  37. André Martins Biancarelli – IE-Unicamp
  38. André Moreira Cunha – UFRGS
  39. André Nassif – UFF
  40. André Scherer – FEE/RS
  41. Andrés Vivas Frontana – Fecap e ESPM
  42. Angela Ganem – UFRJ
  43. Anselmo Luis dos Santos – IE-Unicamp
  44. Antonio Albano de Freitas – FEE/RS e doutorando IE-Unicamp
  45. Antonio Carlos de Azevedo Lobão – PUC/Campinas
  46. Antonio Correa de Lacerda – PUC/SP
  47. Antonio José Alves Jr. – UFRRJ
  48. Antonio Melki Jr. – conselheiro do COFECON
  49. Arlindo Villaschi – UFES
  50. Ary Vieira Barradas – UFRJ
  51. Augusto Pinho de Bem – FEE/RS
  52. Bento Antunes de Andrade Maia – FACAMP
  53. Bernardo Karam – UFRJ
  54. Bruno de Conti – IE-Unicamp
  55. Bruno Höfig – doutorando SOAS -University of London
  56. Bruno Leonardo Barth Sobral – UERJ
  57. Bruno Miller Theodosio – bacharel em Economia pela FEA-USP
  58. Camila de Araújo Ferraz – consultora
  59. Carlos Alberto Amaral Kfouri – bacharel em Economia, profissional liberal
  60. Carlos Alberto Pereira da Costa Dias – UFES
  61. Carlos Alves do Nascimento – UFU
  62. Carlos Cordeiro – CONTRAF
  63. Carlos Eduardo Fernandez da Silveira – IPT
  64. Carlos Frederico Leão Rocha – UFRJ
  65. Carlos Henrique Horn – UFRGS
  66. Carlos Henrique Tibiriçá Miranda – conselheiro Corecon RJ
  67. Carlos Pinkusfeld Bastos – UFRJ
  68. Carlos Schmidt – UFRGS
  69. Carmem Feijó – UFF
  70. Carolina Cristina Alves – doutoranda em Economia na London University (SOAS) – UK
  71. Cassio da Silva Calvete – UFRGS
  72. Cassio Silva Moreira – IFRS
  73. Ceci Juruá – Fórum 21
  74. Celia Kerstenetzky – UFF
  75. Celio Hiratuka – IE-Unicamp
  76. César Antonio Locatelli de Almeida – Rede Jornalistas Livres
  77. César Ricardo Siqueira Bolaño – UFS
  78. Clarice Chiappini Castilhos – FEE/RS
  79. Clarice Menezes Vieira – UFRRJ
  80. Claudia Satie Hamasaki – Mackenzie-SP e FACAMP
  81. Claudia Tessari – UNIFESP
  82. Concessa Loureiro Vaz – UFMG
  83. Cristina Fróes de Borja Reis – UFABC
  84. Cristina Lemos – BNDES
  85. Cristina Pereira Vieceli – doutoranda em Economia – UFRGS
  86. Cristina Sturmer dos Santos – UFFS
  87. Daniel de Matos Höfling – FACAMP
  88. Daniela Freddo – UnB
  89. Daniela Magalhães Prates – IE-Unicamp
  90. Daniela Salomão Gorayeb – FACAMP
  91. Danielle Carusi Machado – UFF
  92. Danilo Araújo Fernandes – UFPA
  93. Danilo Santa Cruz Coelho – IPEA
  94. Denise Kassama – Conselheira do COFECON
  95. Douglas Alcantara Alencar – doutorando UFMG
  96. Duílio de Ávila Berni – UFSC
  97. Ebenézer Pereira Couto – UFU
  98. Edilasir Altina de Araújo Afonseca – UFMG
  99. Edilson Rodrigues de Souza- BACEN
  100. Eduardo César Vaquero Marques – Assembleia Leg. do Estado de S.Paulo
  101. Eduardo Fagnani – IE-Unicamp
  102. Eduardo Strachman – UNESP
  103. Eduardo Urias – Maastricht University
  104. Elena Soihet – UFFRJ
  105. Eleutério Fernando da Silva Prado – FEA-USP
  106. Eliane Rosandiski – PUC-Campinas
  107. Elias M. K. Jarbour – UFC
  108. Ellen Lucy Tristão – UFVJM
  109. Elmer Nascimento Matos – UFS
  110. Emílio Lèbre La Rovere – COPPE-UFRJ
  111. Esther Bemerguy de Albuquerque – Fórum 21
  112. Esther Dweck – UFRJ
  113. Eustáquio José Reis – IPEA
  114. Everton S. T. Rosa – UFG
  115. Fabiano Abranches Silva Dalto – UFPR
  116. Fábio Eduardo Iaderozza – FACAMP e PUC-Campinas
  117. Fábio Waltenberg – UFF
  118. Fernanda Graziella Cardoso – UFABC
  119. Fernando Augusto Mansor de Matos – UFF
  120. Fernando Batista Pereira – pesquisador UFMG
  121. Fernando Carlos Greenhalgh de Cerqueira Lima – UFRJ
  122. Fernando di Giorgi – mestre em Economia pela PUC-SP
  123. Fernando Macari Lara – FEE/RS
  124. Fernando Nogueira da Costa – IE-Unicamp
  125. Fernando Roberto de Freitas Almeida – UFF
  126. Fernando Rugitsky – FEA-USP
  127. Fernando Sarti – IE-Unicamp
  128. Flávia Vinhaes – conselheira do Corecon RJ
  129. Flávia Felix Barbosa – UFVJM e mestranda em Economia UFES
  130. Flávio Baldy dos Reis – economista do setor privado
  131. Flávio Tavares de Lyra – IPEA
  132. Francisco Luiz C. Lopreato – IE-Unicamp
  133. Francisco Paulo Cipolla – UFPR
  134. Frederico Jaime Katz – UFPE
  135. Frederico Mazzucchelli – IE-Unicamp
  136. Gabriel Coelho Squeff – IPEA
  137. Gabriel Marino Daudt – economista do BNDES
  138. Gabriel Ribeiro Novais dos Reis – mestrando em Economia UNESP
  139. Gentil Corazza – UFRGS
  140. Gerson Gomes – Centro de Altos Estudos Brasil – século XXI
  141. Gilberto Caputo Santos – conselheiro Corecon RJ
  142. Giliad de Souza Silva – UNIFESSPA e doutorando em Economia – UFRGS
  143. Glauber Lopes Xavier – UEG
  144. Glaucia Campregher – UFRGS
  145. Gloria Maria Moraes da Costa – Univ. Mackenzie-RJ
  146. Grasiela Cristina da Cunha Baruco – UFRRJ
  147. Graziela Zucoloto – IPEA
  148. Guilherme Costa Delgado – UFU
  149. Guilherme Penin – BNDES
  150. Guilherme de Oliveira Marques – consultor e doutorando Unicamp
  151. Guilherme Santos Mello – IE-Unicamp
  152. Guirlanda M. Maia de C. Benevides – mestranda em Economia – IE-Unicamp
  153. Gustavo Machado Cavarzan – DIEESE
  154. Henrique de Abreu Graziotin – Banco Regional de Desenv. do Extremo Sul
  155. Henrique Fernando de Souza – mestrando em Economia -UFU
  156. Henrique Fernando Suini Deporte – economista do setor privado
  157. Hermógenes Saviani Filho – UFRGS
  158. Hildete Pereira de Melo – UFF
  159. Ian Ramalho Guerriero – BNDES
  160. Iderley Colombini – doutorando UFRJ
  161. Igor Zanoni Carneiro Leão – UFPR
  162. Iliana Canoff – economista do setor privado
  163. Ivan Cotrim – Mackenzie e Fundação Santo André
  164. Ivan Targino Moreira – UFPB
  165. Ivo Marcos Theis – Universidade Regional de Blumenal
  166. Jacqueline Franco Cavalcante – UFC
  167. Jaques Kerstenetzky – UFRJ
  168. Jeferson Marçal da Rocha – UNIPAMPA
  169. Joaquim Pinto de Andrade – UnB
  170. João Antonio de Paula – UFMG
  171. João Furtado – Escola Politécnica – USP
  172. João Hallak Neto – IBGE
  173. João Marcos Hausmann Tavares – doutorando em Economia UFRJ
  174. João Policarpo Lima – UFPE
  175. João Sicsú – UFRJ
  176. Joice Valentim – economista do setor privado
  177. Jonattan Rodriguez Castelli – doutorando em Economia UFRGS
  178. Jorge Armindo Aguiar Varaschin – doutorando em Economia UFRGS
  179. Jorge de Oliveira Camargo – conselheiro Corecon RJ
  180. Jorge Eduardo de Castro Soromenho – FEA-USP
  181. José Carlos Braga – IE-Unicamp
  182. José Celso Cardoso Jr. – IPEA
  183. José Dari Krein – IE-Unicamp
  184. José Eduardo Cassiolato – UFRJ
  185. José Eduardo Roselino – UFSCar
  186. José Juliano de Carvalho Filho – FEA-USP
  187. José Machado – CODEVASF
  188. José Marangoni Camargo – UNESP
  189. José Ricardo de Moraes Lopes – Empresa de Pesquisa Energética
  190. José Ricardo Wendling – deputado estadual pelo AM
  191. José Rubens Damas Garlipp – UFU
  192. Juan Pablo Paincieira Paschoa – BACEN
  193. Julia de Medeiros Braga – UFF
  194. Juliana Pinto de Moura Cajueiro – FACAMP
  195. Julio Grudzien Neto – COPEL
  196. Jurema Regueira A. Monteiro Rosa – pesquisadora CEPLAN Multi
  197. Ladislau Dawbor – PUC-SP e ONU
  198. Lamounier Erthal Villela – UFRRJ
  199. Landu Ângelo de Vasconcelos e Silva – economista do setor privado
  200. Laura Carvalho – FEA-USP
  201. Lauro Mattei – UFSC
  202. Lazaro Camilo Recompensa Joseph – UFSM
  203. Leandro da Silva Fagundes – UFRRJ
  204. Leda Maria Paulani – FEA-USP
  205. Leonardo Loureiro Nunes – Mestre em Economia pela Unicamp
  206. Lena Lavinas – UFRJ
  207. Lenina Pomeranz – FEA-USP
  208. Leonardo André Paes Muller – bacharel em Economia pela FEA-USP
  209. Leonardo Bispo de Jesus Jr. – UFBA
  210. Leonardo Guimarães Ferreira – doutorando em Economia IPE-USP
  211. Leonel Toshio Clemente – doutorando em Economia UFRGS
  212. Liana Carleial – UFPR
  213. Lidia Alice Ruppert Ribeiro – doutorada IE-Unicamp
  214. Lineu Maffezoli – PUC-Campinas e UNIMEP
  215. Luciana Portilho – FUNDAP
  216. Luis Claudio Krajevski – UFFS
  217. Luís Otávio Reiff – economista BNDES
  218. Luiz Alfredo Salomão – IUPERJ e UCAM
  219. Luiz Carlos de Oliveira Lima – UFRRJ
  220. Luiz Carlos Merege – FGV e Inst. de Adm. p/ o 3º Setor
  221. Luiz Daniel Willcox – economista do BNDES
  222. Luiz Eduardo V. Rocha – UFSJ
  223. Luiz Eduardo Simões de Souza – UFM
  224. Luiz Fernandes Rodrigues de Paula – UERJ
  225. Luiz Fernando Cerqueira Fonseca – UFF
  226. Luiz Filgueiras – UFBA
  227. Luiz Jorge V. Pessoa de Mendonça – UFES
  228. Luiz Martins de Melo – UFRJ
  229. Magda Barros Biavaschi – pesquisadora IE-Unicamp
  230. Manuel Ramos Souza Luz – UFABC
  231. Marcel Felices – Prefeitura de São Paulo
  232. Marcela Ribeiro de Albuquerque – Universidade Estadual do Norte do Paraná
  233. Marcelo Arendt – UFSC
  234. Marcelo José Moreira – UEG
  235. Marcelo Mallet Siqueira Campos – IFRS
  236. Marcelo Milan – UFRGS
  237. Marcelo Pereira Fernandes – UFRRJ e conselheiro Corecon RJ
  238. Marcelo S. de Carvalho – UNIFESP
  239. Marcelo Trindade Miterhof – IE-Unicamp
  240. Marcelo Weishaupt Proni – IE-Unicamp
  241. Márcio Bobik Braga – FEA/RP-USP
  242. Márcio Lupatini – UFVJM
  243. Márcio Moraes Rutkoski – UFFS
  244. Márcio Tosta Gonçalves – UFSJ
  245. Marco Antonio Rocha – IE-Unicamp
  246. Marco Antonio Jorge – UFS
  247. Marcos Eugênio da Silva – FEA-USP
  248. Marcos Thanus – IBGE
  249. Marcos Vinícius Chiliatto Leite – BID e doutorando Unicamp
  250. Maria Clara Couto Soares – pesquisadora UFRJ
  251. Maria de Lourdes Rollemberg Mollo – UnB
  252. Maria Fernanda Godoy Cardoso de Melo – FACAMP
  253. Maria Gabriela von Bochkhor Podcameni – IFRJ e pesquisadora UFRJ
  254. Maria Luiza Falcão Silva – UnB
  255. Maria Margarida Parente G. de Oliveira – Associação Defensores da Terra
  256. Maria Neusa Costa – Corecon MG
  257. Maria Pandolfi Guerreiro – pesquisadora UFF
  258. Mariana Neubern de Souza Almeida – Prefeitura de São Paulo
  259. Mariana Soares Silveira Bueno – Fipe
  260. Mariano Francisco Laplane – IE-Unicamp
  261. Marilane Oliveira Teixeira – pesquisadora Unicamp
  262. Marina Custódio Matsubara – economista do setor privado
  263. Mário César Valle Monsanto – economista do setor privado
  264. Marisa Silva Amaral – UFU
  265. Marisela Garcia Hernandez – UFFS
  266. Marta dos Reis Castilho – UFRJ
  267. Maryse Fahri – IE-Unicamp
  268. Matias Vermengo – Bucknell University – USA
  269. Maurício C. Coutinho- IE-Unicamp
  270. Maurício Martinelli Silva Luperi – NODDES/FGV
  271. Maurício Metri – UFRJ
  272. Maurício Sabadini – UFES
  273. Mayra Juruá G. Oliveira – bacharel em Economia pela UFRJ
  274. Miguel Antonio P. Bruno – IBGE, UERJ e Conselheiro do Corecon RJ
  275. Natalia Cupello – economista BNDES
  276. Nathalia Marques – Prefeitura de são Paulo
  277. Nelson Chalfun – UFRJ
  278. Neusa Serra – UFABC
  279. Nivalde de Castro – UFRJ
  280. Norberto Martins Vieira – UFSJ
  281. Orlando Oscar Rosar – UFM
  282. Osmil Torres Galindo Filho – consultor
  283. Otávio A. C. Conceição – UFRGS
  284. Patrícia Alves Rosado Pereira – UFSJ
  285. Paulo Daniel e Silva – Unianchieta
  286. Paulo Henrique Furtado de Araújo – UFF
  287. Paulo Kliass – especialista em políticas públicas e gestão gov. (governo federal)
  288. Paulo L. dos Santos – New School for Social Researh – NY – USA
  289. Paulo Nakatani – UFES
  290. Paulo Roberto Feldman – FEA-USP
  291. C. Chadarevian – UNIFESP
  292. Pedro Cesar Dutra Fonseca – UFRGS
  293. Pedro Miranda – IPEA
  294. Pedro Paulo Zaluth Bastos – IE-Unicamp
  295. Pedro Rossi – IE-Unicamp
  296. Priscila Valle Monsanto – economista do setor privado
  297. Rafael Mungioli – economista do BNDES
  298. Ramón García Fernández – UFABC
  299. Regina Lúcia Gadioli dos Santos – conselheira do Corecon RJ
  300. Renata Couto Moreira – UFES
  301. Renata Filgueiras – economista do setor privado
  302. Renata Lèbre La Rovere – UFRJ
  303. Renato Sérgio Maluf – UFRRJ
  304. Renault Michel – UFF
  305. René de Carvalho – UFRJ
  306. Ricardo Carneiro – IE-Unicamp e BID
  307. Ricardo Lacerda de Melo – UFS
  308. Ricardo Maia – Assembleia Legislativa do Amazonas
  309. Róber Iturriet Ávila – FEE/RS e Unisinos
  310. Robério Paulino – UFRN
  311. Roberto Rocha – FEE/RS
  312. Rodrigo Alves Teixeira – PUC/SP e Banco Central do Brasil
  313. Rodrigo Orair – IPEA
  314. Rogério Gomes – UNESP
  315. Rogério Naques Faleiros – UFES
  316. Romeu Temporal – Secretaria de Planejamento – BA
  317. Romulo Tavares Ribeiro – economista do BNDES
  318. Ronaldo Herrlein Jr. – UFRGS
  319. Rosana Curzel – UFRRJ
  320. Rosângela Ballini – IE-Unicamp
  321. Rubens Sawaya – PUC-SP
  322. Rute Imanishi Rodrigues – IPEA
  323. Ruth Helena Dweck – UFF
  324. Salvador Teixeira Werneck Vianna – IPEA
  325. Sérgio Buarque de Hollanda Filho – FEA-USP
  326. Sérgio Carvalho Cunha da Motta – Eletrobrás e conselheiro Corecon RJ
  327. Sérgio Kapron – doutorando UFRGS
  328. Silvio A. Cário – UFSC
  329. Silvio Alberto Ribeiro Melo – mestrando em Economia UFU
  330. Simone Deos – IE-Unicamp
  331. Simone Fioritti Silva – UFRRJ
  332. Suely Muniz – IPT
  333. Tatiana Schor – UFAM
  334. Thaís de Oliveira Barbosa Mothé – IBGE
  335. Thiago Cedraz de Almeida – Cia Desenv. dos Vales do São Francisco e Parnaíba
  336. Thiago Cyfer Goularte – mestrando IE-Unicamp
  337. Thiago Fonseca Morello – UFABC
  338. Thiago Henrique Carneiro Rios Lopes – UEFS e Fac. Anísio Teixeira (FAT)
  339. Thiago Marques Mandarino – UFVJM
  340. Thiago Miguez – economista BNDES
  341. Thomaz Ferreira Jensen – DIEESE
  342. Tiago Camarinha Lopes – UFG
  343. Tiago Oliveira – DIEESE
  344. Tomás Rotta – University of Greenwich. London, UK
  345. Vanessa Petrelli Correia – UFU
  346. Verlane Aragão Santos – UFS
  347. Victor Leonardo Figueiredo Carvalho de Araújo – UFF
  348. Vinícius Gaspar Garcia – FACAMP
  349. Vinícius Vieira Pereira – UFES
  350. Virgilio Roma de Oliveira Filho – UFRRJ
  351. Viviane Freitas Santos – Fac. Anísio Teixeira (FAT)
  352. Walter Tadashiro Shima – UFPR
  353. William Nozaki – FESP
  354. Wilnês Henrique – IE-Unicamp
  355. Wilson Cano – IE-Unicamp

 

Entidades de economistas que se posicionaram publicamente contra o golpe

Associação Brasileira de Economia da Saúde – ABRES

Associação Brasileira de Reforma Agrária – ABRA

Conselho Regional de Economia – Rio de Janeiro

Sociedade Brasileira de Economia Política – SEP

Sindicato dos Economistas do Rio Grande do Sul

Sociedade de Economistas do Rio Grande do Sul

Por: O Cafezinho

Manifesto dos Petroleiros contra o golpe

FUP_bandeiraoReunidos em Brasília, a FUP e seus sindicatos filiados debateram os desafios e lutas da categoria petroleira e de toda a classe trabalhadora brasileira frente ao atual momento político que o país atravessa. A luta maior para os petroleiros nesse momento é a defesa da democracia e a construção de novas frentes de enfrentamento para barrar os entreguistas que atuam pelo desmonte do Sistema Petrobrás e contra o Regime de Partilha do Pré-Sal, que são também os mesmos que defendem o golpe.

O Conselho Deliberativo da FUP aprovou o manifesto que segue abaixo e que pedimos ampla divulgação:

A história de luta dos petroleiros brasileiros sempre esteve ligada à defesa da democracia, da soberania e dos direitos sociais. Nossa luta não é de hoje. Resistimos ao golpe civil-militar que derrubou João Goulart em 1964, fizemos greves contra a ditadura, lutamos pela redemocratização, enfrentamos o neoliberalismo e todas as políticas privatistas e de ataques à classe trabalhadora.

Em todos esses momentos, o petróleo esteve no centro das disputas políticas e a categoria petroleira, nas linhas de frente de resistência, enfrentando os entreguistas.

E novamente a história se repete. O estado permanente de golpismo que paralisa o país desde a reeleição da presidente Dilma Rousseff foi gestado pelos mesmos setores que há décadas tentam tomar o petróleo do povo brasileiro.

O uso indevido do recurso do impeachment para tentar afastar sem qualquer fundamento jurídico uma presidente eleita por 54 milhões de votos é um golpe com objetivos muito claros: reconduzir a classe empresarial ao comando do Estado brasileiro.

Não temos dúvidas de que os golpistas têm como principal motivação garantir o controle sobre o Pré-Sal e a Petrobrás.

O golpe, portanto, não é contra um governo legitimamente eleito. O golpe é contra a democracia, é contra a soberania e contra as conquistas do povo brasileiro.

O programa apresentado pelos conspiradores que tentam tomar o poder na marra, a chamada Ponte para o Futuro, é um túnel para o passado. Um retrocesso que significará o aniquilamento dos direitos trabalhistas e sociais conquistados a duras penas pelo povo brasileiro.

O que estamos vivendo, portanto, é uma luta de classes que se acirra a cada momento, seja através da criminalização dos sindicatos, dos movimentos sociais, das organizações de esquerda e dos democratas, seja pelos ataques aos direitos trabalhistas mais básicos.

A categoria petroleira sabe que lado ocupa nessa batalha. Nós já estamos nas ruas há muito tempo lutando contra o retrocesso e seguiremos mobilizados, pois os que querem derrubar a presidente da República são os mesmos que querem privatizar a Petrobrás e entregar o Pré-Sal às multinacionais.

Em defesa da democracia, da soberania e dos direitos sociais, não permitiremos que o golpe se concretize.

Essa luta é permanente e não se encerrará após a votação do impeachment. Qualquer que seja o resultado, continuaremos nas ruas para impedir o retrocesso e barrar os entreguistas.

Profissionais de comunicação de Mato Grosso assinam manifesto pela democracia

manifestoNós, profissionais de comunicação de Mato Grosso, abaixo assinados, vimos a público manifestar repúdio às tentativas em curso de um golpe midiático, judicial e parlamentar. Entendemos que a defesa intransigente de um impeachment da presidente da República, sem profunda reflexão e cuidado, pode levar o Brasil à quebra da ordem constitucional. Não estamos em defesa de partido A ou B, e sim da democracia, das garantias constitucionais previstas em um Estado de Direito, bem como das liberdades de expressão e de imprensa.

Essas prerrogativas são caras para a nossa profissão. Não aceitaremos que o Brasil vivencie novamente o que ocorreu em 1º de abril de 1964, com a derrubada do então presidente da República, João Goulart, e o estabelecimento de 21 anos de uma ditadura militar que censurou, prendeu, torturou e assassinou quem se insurgia contra o regime de exceção, muitos deles nossos colegas.

Repudiamos as manobras do judiciário, em que magistrados acionam dispositivos ilegais, com foco no escândalo, que causam acirramento de ânimos da população, para gerar convulsão social.

Repudiamos a linha editorial escusa e desonesta de grandes veículos que – tripudiando do importante papel de formação da opinião dos brasileiros, utilizando de concessões públicas irregularmente, usufruindo do problemático mito da imparcialidade no jornalismo e incitando o ódio e a violação dos direitos humanos – tem conduzido a indignação popular seletiva, na ânsia de derrotar o partido do governo.

Para completar o quadro, o Congresso Nacional vem conduzindo, a toque de caixa, o processo de impeachment contra a presidente da República, sem base legal, apesar de muitos parlamentares responderem, na condição de réus, por crimes de corrupção.

Enquanto comunicadores, não podemos aceitar em silêncio tal fato.

Defendemos, sim, a punição de responsáveis por corrupção em qualquer esfera, bem como a utilização da prerrogativa do impeachment – um dispositivo constitucional e legítimo, que protege o povo de ilegalidades de gestão. No entanto, não podemos nos silenciar diante do quadro atual em que, vale repetir, setores da Mídia, do Judiciário e do Parlamento conduzem suas ações, nos envolvendo em clima similar aos pré golpes de Estado ocorridos em outros países da América Latina, como Paraguai e Honduras.

Exigimos, portanto, a transparência na condução dos três poderes, a fim de que cumpram suas competências legais.

Ainda que o profissional de comunicação não possa ser confundido com a empresa onde trabalha (embora algumas delas não permitam que manifestem sua posição pessoal em casos como esse), convidamos a exercer sua atividade com foco no papel social que desenvolve, considerando que a manipulação da informação no cenário atual tem contribuído para a perda da credibilidade de parte das empresas de comunicação e também para o desrespeito à profissão.

Propomos a valorização da informação jornalística, o amplo debate público sobre o papel do Judiciário e dos poderes constituídos, bem como dos meios de comunicação, das instituições e dos movimentos sociais na construção do futuro do país e de seu povo.

Para fortalecer a democracia brasileira, é preciso dar um basta às ações e movimentos autoritários de quem quer que seja. É preciso bradar! Que não aceitemos mais nenhum golpe.

Não vai ter golpe!

Viva a democracia!

Comunicadores de MT contra o golpe: fb.com/comunicadoresMTcontraogolpe

Ademar Adams
Adriana Nascimento
Adrielle Ribeiro Piovezan
Ailton Segura
Airton Marques
Alessandra Barbosa
Alexandre Aprá
Alexandro Uguccioni Romão
Aliana Camargo
Aline Barbosa
Aline Bassanesi
Aline Chagas Portela
Aline Coelho
Aline Cubas
Aline Lepinsk Romio e Silva
Aline Wendpap Nunes de Siqueira
Alline Marques de Barros
Altair Anderli
Aluízio De Azevedo Junior
Ana Paula Ramos Carnahiba
Anderson Pinho
Andhressa Heloiza Sawaris Barboza
Ângela Coradini
Antonio Sebastião da Silva
Aparecido Marden Reis
Ariane Laura Dias Nonato Maciel
Arthur Santos da Silva
Augusto Pereira
Bianca Poppi
Bianca Zanirato
Brás Rubson
Bruna Pinheiro
Bruno Bini
Carlos Augusto Lopes dos Santos
Caroline Araújo
Cayron Henrique Fraga
Cecília Gonçalves
Celly Alves Silva
Clarissa Henriqueta de Oliveira Lopes Ourives
Coracy Maria de Lima
Cristiano de Sousa Costa
Cristovão Almeida
Daffiny Delgado
Dafne Henriques Spolti
Daniel Dino
Daniele Danchura
Debora Lopes
Denilson Augusto Paredes
Dewis Caldas
Diego Frederici
D’Laila Borges
Edilson Castro Almeida
Edna Pedro
Ednice Segura
Edson Luiz Spenthof
Eduardo Medeiros
Elayne Patrícia Amaral Mendes
Elcha Britto
Enock Cavalcanti
Fábio Carvalho
Fátima Lessa
Felippy Damian
Fernanda Cristina Leite
Francisco Krauss Neto
Generino Oliveira Rocha
Gesner Duarte de Paula
Gibran Luis Lachowski
Gilson Moraes da Costa
Hegla Oleiniczak
Heidy Lyana Silva Prado
Isa Ramos
Isabela Mercuri
Iuri Barbosa Gomes
Jacques Gosch
Jairo Sant’Ana
Janaina Pedroti
Jaqueline Siqueira
Jardel Arruda
Jefferson Belmonte
Jhonatã Gabriel
Joana D’arc Dantas
João Bosquo
João Negrão
Johnny Marcus
Joilson dos Santos Costa
Jomar S. Brittes
Jonair César
Jonas da Silva
Jonathan Cesar
Jorge Ramalho Barbosa
Juliana Arini
Juliana Curvo
Juliana Fernandez
Juliana Segóvia Moreira
Julianne Caju
Julio Bedin
Justina Fiori
Karina Arruda
Keka Werneck
Lairce Aleluia de Campos
Laís Dias Souza da Costa
Laura Petraglia
Lawrenberg Advincula da Silva
Leandro Nogueira
Lenissa Lenza
Letícia Kathucia
Lis Ramalho Barbosa
Lívia Vasconcelos
Luana Silveira
Luana Soutos
Luci Mary Dias Rosal
Luiz Borges
Luiz Esmael
Luzia Arruda
Luzo Vinicius Pedroso Reis
Magda Victor de Matos
Marcela Brito
Marcella Magalhães
Márcia Andreola
Márcia Costa
Márcia Raquel
Márcia Rodrigues da Costa
Marcio Camilo
Marcio Coene
Marcio Fidelis de Souza
Marco Antônio Moura
Marco Cappelletti
Maria Aparecida Rodrigues Cireia
Mariângela López
Maricelle Lima Vieira
Mário Hashimoto
Marisol França
Marli Barboza da Silva
Marluce Scaloppe
Martha Baptista
Maurílio Mederix Gomes
Miguel Rodrigues Netto
Miquéias Messias Pereira Santos
Mirella Duarte
Mirian Ramalho
Mylena Petrucelli
Naiara Leonor
Najla Passos
Najylla Nunes
Nara Assis
Neusa Baptista
Nicélio Acácio da Silva
Noelisa Andreola
Odilson de Figueiredo Zardo
Oséias Freitas
Pablo Rodrigo
Patrícia Kolling
Patricia Cacheffo
Paula Dias
Paulo da Rocha
Paulo Victor Fanaia Teixeira
Pedro Henrique Brites
Pedro Ivo Prado
Priscila Mendes
Priscilla Silva
Rafael de Sousa
Rafael Rodrigues Lourenço Marques
Raíssa de Deus Genro
Raquel Ferreira
Raquel T. Corrêa de Lima
Renata Martins
Regina Deliberai Trevisan
Rosana Alves de Oliveira
Roseli Riechelmann
Rosely Aparecida Romanelli
Safiya Beatriz Barbosa
Samoel De Almeida Barros
Santiago Santos
Sergio Neves
Silvia Marques Calicchio
Silvio Carvalho
Simone Ishizuka Gomes
Stéfanie Medeiros
Suelen de Alencar e Silva
Tarley Carvalho
Tarso Nunes
Tchélo Figueiredo
Thiago Cury Luiz
Valdeque Matos
Vanderlei Lanzarin Frassetto
Volney Albano
Wagner Zanan
Wanderléia Pereira da Silva
Wellyngton Souza
Yuri Kopcak
Yuri Ramires Pardal